quinta-feira, 18 de setembro de 2008

TEXTO MIGUEL MATOS




A IMPORTÂNCIA DE ESTARMOS MAIS PERTO

Gosto desta ideia. Gosto muito desta ideia.

Aquele que um dia idealizou um mundo em que os Cabrais e os Cordovis trocassem experiências de uma forma tão próxima só pode ser um Matos! Parabéns ao Criador! Obrigado, eu agradeço.
Reconheço, porém, que mais importante que esta genialidade (que brota de dentro de mim com a naturalidade com que o rio brota da sua nascente) foi o labor dessas duas empreendedoras formiguinhas que são a minha Mãe e a minha prima Marta. Parabéns e obrigado.

Estamos todos mais perto. Confesso que estou ansioso por começar a ver os efeitos práticos de tudo isto. Não vai ser um sucedâneo dos lanches cordovis ou dos telefonemas, cartas ou visitas entre primos, irmãos, pais, tios ou avós. Vai ser mais uma forma de nos mantermos em contacto e de nos conhecermos, a todos, cada vez melhor.

Aqui teremos a liberdade de dizer os disparates quando eles nos passam pela cabeça, de largar as mágoas quando elas apertam ou partilhar as alegrias que nos invadem, de matar as saudades assim que as sentimos ou de satisfazer as necessidades quando temos lata…Ó mãezinha, quando é que me aumentas a mesada???
Acho que esta “folha” é uma bela forma de acompanharmos as mudanças e os progressos que nos rodeiam. Desta forma servimo-nos das novas tecnologias para reaprender hábitos de tempos antigos, tempos em que as pessoas tinham mais tempo e disponibilidade para trocar experiências e emoções.

O mundo de hoje é uma corrida. Uma rápida corrida em que, na ânsia de chegarmos cada vez mais longe, pouco olhamos para aqueles que correm ao nosso lado. Porque muitas vezes esquecemo-nos que aquele que está ao nosso lado, pela vivência da sua corrida, nos vai ajudar a chegar cada vez mais longe.

Às vezes tenho pena de não ser “mais” Cordovil. Porque acho que esta família, pela forma como vive em união permanente, independentemente de todas as dificuldades que a tal corrida levanta, é um exemplo de companheirismo e de dedicação ao próximo. Esta irmandade que a todos nos une, sob a égide da leoa Avó Belita, impressiona (e às vezes até deve assustar!) aqueles que a nós se vão unindo, pelos próprios laços da família ou da amizade.

Tenho pena de não ser, de entre os nossos, dos mais fervorosos intérpretes desta premissa Cabral Cordovil. Não que não a sinta dentro de mim, mas porque cedo demasiadas vezes às exigências da tal corrida.
Penso que este espaço vai tornar mais fácil a conciliação entre a minha corrida, a Vossa corrida e a maneira de ser Cabral Cordovil. Vamos estar todos mais perto.
A sensibilidade Cabral Cordovil proporciona uma forma muito própria de estar na vida. Não a procurarei descrever, porque sei que todos a conhecemos e sentimos, mas anseio que outros a transponham para este espaço. Quando em ocasiões especiais, como os meus anos ou o Natal, recebo escritos da minha Mãe ou do Tio Zé (cujas espantosas cartas espero que não acabem por se preparar o fim da distância…) sinto um arrepio muito forte que invariavelmente me fragiliza de uma forma assustadoramente bondosa… É uma sensação única descender e estar rodeado

de pessoas cuja sensibilidade é tão especial.
Que este espaço sirva então e também para perpetuar as palavras de todos nós, dos mais novos aos mais velhos, dos mais disponíveis aos mais ocupados, dos mais expansivos aos mais tímidos…
Mais uma vez, obrigado Mãe e Marta!

Miguel Cordovil Matos

PS – Este espaço também serve para, pura e simplesmente, dar-mos notícias uns aos outros, à medida que vão acontecendo. Fui escrevendo este texto entre pausas aqui no escritório e, entretanto, vi o meu pé engessado por 5 semanas! Foi num jogo de futebol entre amigos e a lesão é uma entorse da tibio-társica que afectou os ligamentos. Nada de grave, se Deus quiser. O que é certo é que já não vou ao Mundial.



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